Arde, mas não queima.
Você quer sumir, fugir. Desaparecer por uns instantes. Habitar qualquer corpo que não seja o seu. Porque ser você naquele momento dói, e pedir para que continue vivendo parece exigir demais. Você reza para fechar os olhos e calar a mente.
Mas não consegue silenciar o coração; esse grita. Você trava uma batalha instintiva entre o racional e o emocional. Espera uma atitude heróica, mas ao mesmo tempo sabe que ela não virá.
Quer arrancar a pele, desconectar os pensamentos. Quer coisas demais. Nem sabe mais o que quer.
Tenta convencer-se que pode viver muito bem sem aquele amor. Que agora é mais feliz. Que encontrou a sua paz. Internamente, o peito esbraveja o contrário.
Não se engane, meu caro. Isso é ciúme.
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