É tudo culpa da imaginação.
Essa ferramenta que enraíza sonhos que nunca acontecerão na realidade dentro de nossas mentes. E aí, estamos presos a essa fantasia mais do que podíamos imaginar. Culpo também a aceitação. A partir do momento em que expomos não só para os outros, mas para nós mesmos, aquilo que de fato sentimos – ou pensamos sentir – tudo se torna cada vez mais forte e menos fictício. E então já é denso e sólido demais para desistir.
Nesse meio tempo, o inconsciente grita: não crie expectativas, não crie expectativas, não crie expectativas! É muito dolorosa a obrigação de suprir a necessidade de alguém. De ser aquilo que esperam. Você se torna escravo das regras que se submete.
Acredite, em um momento como este é fácil sentir o gosto da decepção. Ficar decepcionado com algumas pessoas não faz sentido. Na maioria das vezes, elas sempre foram assim, e estivemos tão submersos em nossos devaneios que não fomos aptos para enxergar a real natureza deles. E não há nada mais egoísta e mesquinho do que tentar mudar a natureza de alguém.
Mesmo tendo conhecimento de tudo isso, ainda caíremos tantas e tantas vezes. Já que estamos tão acostumados a sermos instigados, conduzidos, desnorteados, lançados na infindável catarata de sentimentos e sensações.
Talvez apenas tudo tenha seu tempo. E o destino às vezes erre mandando pro presente aqueles que só deveriam aparecer no futuro.
"Outra coisa que eu penso quando me lembro daquelas uvas cor-de-rosa é que, na vida, as coisas mais doces custam muito a amadurecer."
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Retrato
Se me quer bem, não espere nada de mim. Não crie falsas ilusões, nem rótulos que não perpetuam. Provavelmente não vou ser nada daquilo que você acredita, e odeio o odor da decepção. Sempre pesa.
Ao invés disso, esteja disposto a entender meu jeito torto. Costumo andar na corda bamba, tenho coleções de arranhões provenientes das minhas inúmeras quedas, mas nunca hesito ao levantar. E quando as lágrimas ameaçam mergulhar retas em direção ao solo, sempre desistem ao chegar à borda do trampolim.
Não se engane, não sou uma fortaleza. Sou no máximo um oásis em meio ao deserto, repleto de falhas, deslizes e crateras. Mas com tantos ganhos para amenizar as perdas, sobrevivo.
Ao invés disso, esteja disposto a entender meu jeito torto. Costumo andar na corda bamba, tenho coleções de arranhões provenientes das minhas inúmeras quedas, mas nunca hesito ao levantar. E quando as lágrimas ameaçam mergulhar retas em direção ao solo, sempre desistem ao chegar à borda do trampolim.
Não se engane, não sou uma fortaleza. Sou no máximo um oásis em meio ao deserto, repleto de falhas, deslizes e crateras. Mas com tantos ganhos para amenizar as perdas, sobrevivo.
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