sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vivo questionando o presente. Perdida nessa mania de divergir das leis do dia a dia, quero brincar de Deus e antecipar o futuro. Reflito se seria preferível viver dias mornos por toda a minha vida, com felicidade moderada e tristeza sob medida ou arriscar todas as fichas e sentir uns momentos de pleno êxtase e outros de perturbadora infelicidade.

Talvez a primeira opção seja o melhor caminho. Viver uma constante inconstância, lidar com dois pesos e duas medidas é um desrespeito à sanidade. Saber que embora o hoje seja de surreal contentamento, o amanhã pode surpreender com um balde de água fria em nossos corações aquecidos. Equilibrar-se numa corda bamba, sambar de salto de agulha, ignorar o metodismo... Pode ser um sério risco.

Mas também pode ser a melhor coisa de uma vida.

Comemorar com os amigos as boas notícias, ter consolo e ombros para chorar, falar coisas impensadas e depois desculpar-se pelos mal feitos, rir das piadas boas e fazer graça das ruins, sentir o gosto da vitória e erguer a cabeça após as derrotas, vibrar e chorar, perder e ganhar... Sempre uma via de mão dupla. E assim amadurecemos e quando estamos fortes o bastante, caímos de novo. E levantamos.
E assim a vida segue, fácil como respirar.

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