
Sabe aquela sensação de ter o vento batendo no rosto num dia de sol? Ou de acordar em pleno domingo com o canto dos pássaros? Qualquer uma delas seria boa, mas nem todas elas juntas chegariam perto da felicidade que emanava em seu peito. Era tanto o contentamento que parecia que não ia caber; seria justo que uma pessoa fosse tão feliz assim?
O ocorria naquela tarde cinzenta de sexta-feira tinha transformado o dia de quarta-feira de cinzas para sábado de carnaval, colorindo o céu. Deus deve ser um pintor. Por quê então existem tantas cores?
Seus dedos fecharam-se na esfera perfeita; era fria em sua palma quente. Seus lábios trêmulos proferiram um ‘sim’ aos sussurros, enquanto o sangue latejava em suas juntas e o palpitar de seu coração era tão frenético que se tornou doce melodia no ambiente. Meneou o rosto quando seu olhar encontrou com aquele par de olhos cor de âmbar já conhecidos; e devorou-os. Suas palavras se cruzavam, se casavam, andavam juntas.
Em seus ouvidos, não havia espaço para o agora; moça, sons guardados na memória mandam quando o coração é o maestro. A imaginação é uma senhora muito rápida, pede emprestadas as asas do cupido e sobe com elas além dos limites possíveis; em uma fração de segundo pulou do pedido para a confirmação dos votos, uma vez que a primeira parte evoluiu de um devaneio profundo para a esperada realidade.
Num movimento sutil, ele encaixou-a em seus braços. Se permanecesse ali para sempre, seria feliz para sempre.
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